quinta-feira, 20 de maio de 2010

O prejuízo é sempre nosso... - parte II

Vou contar como foi a audiência sobre a nota falsa que recebi.  Mas quero depois compartilhar com vocês algumas reflexões sobre alguns aspectos cruéis das nossas relações com o sistema bancário. Ontem, no horário marcado fomos chamados, estávamos todos presentes, fomos acomodados e o juiz inicialmente perguntou se havia proposta.  Como ele perguntou somente aos representantes do Bradesco, acredito que era  uma última oportunidade de conciliação. A advogada deles disse que não. Novamente destaco que acredito que  defender opiniões e visões diferentes é um direito a ser respeitado. Isso, em si, de forma alguma me ofende.
Já que não havia proposta, fui chamada para prestar meu depoimento. Inicialmente quem elaborou perguntas foi o próprio juiz, que me pediu que relatasse o ocorrido, buscando esmiuçar os fatos. Tudo muito tranquilo e pertinente. Depois do meu relato ele me fez uma série de perguntas, e a seguir começou a ditar para a escrivã fazer o registro do meu depoimento. Nesse momento fiquei fascinada, devo confessar. Ele, ainda que de forma resumida,  repetia com exatidão o que eu havia dito, sem acrescentar ou retirar uma vírgula sequer. Uma das coisas que muito me incomoda nas relações pessoais e profissionais atualmente é que as pessoas não ouvem mais umas as outras. Elas escutam as palavras, vozes e sons, mas  não ouvem realmente o que o outro está dizendo. Em toda essa história foi uma das poucas vezes em que me senti ouvida realmente.
Aliás preciso comentar a postura deste magistrado: um senhor articulado, educado e respeitoso, que ouvia atentamente e perguntava tudo  . Em nenhum momento ele demonstrou simpatia ou repulsa pela questão apresentada. Suas perguntas visavam esclarecer qualquer dúvida quanto ao relatado no processo. Mesmo no momento mais embaraçoso, que foi quando ele me perguntou se eu tinha outros valores na bolsa ou em casa, eu me senti à vontade para admitir que naquele momento o dinheiro sacado era tudo o que eu tinha. Eu entendi perfeitamente que ele somente queria determinar se essa nota realmente era originária do caixa eletrônico, ou se poderia ter acontecido alguma confusão, troca ou substituição em algum momento. Não dá para supor qual será sua decisão.  Sua atitude cordial não era dirigida a ninguém em especial, pareceu-me somente parte do seu jeito de ser. Quando saí não pude deixar de pensar no benefício que seria para o sistema judiciário se essa postura fosse disseminada entre funcionários de todos os níveis hierárquicos.
Após o juiz, foi então a vez da advogada do banco elaborar suas perguntas. A princípio eu não entendi bem o sentido de suas perguntas. Queria saber a que horas meu filho tinha ido ao mercadinho, se poderia ter parado no caminho ou ido a outros lugares antes. Suas perguntas se focaram nesse momento, o uso da nota falsa, deixando de lado qualquer menção ao modo como fui tratada pelo banco. Depois de encerrado meu depoimento tentei interpretar essas perguntas, seriam por acaso uma insinuação de que eu ou meu filho tivéssemos trocado uma nota verdadeira por uma falsa e depois tentado responsabilizar o banco? Seria essa a justificativa para o descaso e desrespeito do banco? Havia implícito a suposição de que eu fosse uma falsária ou pelo menos alguém de idoneidade duvidosa? Em mais de dez anos como cliente eu nunca havia feito sequer uma reclamação administrativa contra o Bradesco. Agora estaria tentando aplicar um golpe? De cinquenta reais?
A testemunha foi chamada, era a gerente do mercado que identificou e recusou a nota. Ela teve que ser intimada a depor pois quando foi convidada disse que seu superior não queria que ela se envolvesse para não criar problemas com o banco. Ela não estava satisfeita de estar lá,  e quando foi perguntada se era minha amiga ou inimiga respondeu rispidamente que nem um nem outro, mas que me conhecia de vista do bairro. O olhar que me lançou era raivoso mas depois de orientada pelo juiz sobre o compromisso com a verdade, respondeu a todas as perguntas de maneira objetiva. Mesmo irritada, seu depoimento confirmou o meu.
O juiz ainda lhe perguntou sobre os procedimentos técnicos que adotavam para identificação e recusa de notas falsas, e se isso era comum acontecer. Depois de encerrado seu depoimento, o juiz comentou com ela, de maneira bem elegante, que havia percebido sua irritação ao entrar e que entendia que ela podia não gostar de ter sido intimada ou de ter que se afastar de seu trabalho, mas ressaltou que é nosso dever cívico atender sempre que a Justiça requisitar.
Estávamos encerrando, assinando os depoimentos, meu advogado confirmava a reclamação, a advogada do Bradesco mantinha a posição de que a mesma era improcedente, quando o juiz lembrou de fazer-me uma última pergunta: com quem estava a nota falsa naquele momento? Nesse momento meu queixo caiu, e estou pasma até agora, pois a advogada do banco imediatamente complementou que era uma coisa que ela também queria saber. Ora, como eu teria dado entrada em um processo administrativo sem entregar a nota ao banco, para análise como me informaram na época. Então eles sequer sabiam onde estavam a nota e os documentos que entreguei? E queriam sugerir que o erro simplesmente não era deles? Todas as pessoas podem ser suspeitas e tratadas como golpistas, eu, meu filho, o caixa do mercadinho, mesmo algum amigo de meu filho caso ele tivesse saído da rota que mandei fazer, mas o banco não pode jamais admitir que cometeu um erro? Erro evidenciado no fato de nem saberem por onde anda a tal nota.
Não sei qual será a sentença do juiz. Não me preocuparei com isso agora. Já assisti muitos juízes confraternizando com uma parte na frente da outra, o que com o tempo vai abalando nossa fé no sistema. Confesso que depois de ontem há um lampejo de esperança de ser tratada com justiça, nada mais do que isso. Com certeza contarei o resultado aqui, afinal tenho recebido manifestações de incentivo e trocar essas experiências pode ajudar a outros e nos fortalecer como cidadãos. Mas ainda há muita coisa a dizer sobre isso, coisas que não cabem em um processo judicial mas não podem ser esquecidas. Depois quero refletir sobre o incentivo ao uso dessas máquinas que seriam o mesmo que ir ao caixa da agência e a pouca responsabilidade que elas parecem gerar. Até logo,

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O prejuízo sempre é nosso...

Daqui a pouco devo me arrumar e ir ao Fórum.  Motivo: recebi uma nota de cinquenta reais falsa no caixa eletrônico no ano passado.  Isso virou um grande aborrecimento. Vou tentar resumir sem maiores reflexões, até para não me atrasar. Eu precisava sacar dinheiro para deixar em casa e estava ficando muito tarde. Eu tinha que me encontrar com um cliente no dia seguinte bem cedo. A solução mais próxima e mais segura parecia ser ir ao caixa do Banco 24 Horas do supermercado perto de casa. Consegui chegar lá com as portas quase fechando e saquei cem reais. Comprei um item qualquer somente para ter trocado para as passagens e fui embora.
No dia seguinte, deixei uma pequena lista de compras e a nota de cinquenta para meu filho ir ao mercadinho perto de casa, e fui para meu compromisso. Não estava nem no meio do caminho e ele me ligou dizendo que tinha feito o que eu pedi, mas que tinha tido que devolver tudo porque a gerente do mercado disse que a nota era falsa. Ela até foi educada, mas é um mercado pequeno, todos viram ele tendo que devolver todas as compras depois de passar no caixa. E pequeno significa também somente frequentado por vizinhos. Retornei imediatamente para saber o que realmente estava acontecendo.
Para ser sincera eu não sei identificar a diferença entre uma nota verdadeira ou falsa. E, naquele momento em especial, eu precisava daquele dinheiro. Eu sempre confiei muito no Bradesco, sempre tive minhas dúvidas esclarecidas , com cordialidade, e costumava comentar que nunca deixaria de ter conta nesse banco. Não é que eles sempre fizessem tudo o que eu pedia, em absoluto. Nenhuma relação de consumo é assim. Mas eu tinha perfeita confiança quanto às orientações que me davam. Então fiz o que me parecia lógico: liguei para o atendimento telefônico para me orientar sobre o que fazer. Expliquei a situação e a atendente, de maneira até tranquila e educada, me orientou a procurar uma agência próxima com a nota e o extrato e lá eles procederiam o recolhimento e substituição por uma nota verdadeira. Foi o que fiz.
Procurei a agência de Campo Grande, na rua Augusto de Vasconcelos, em Campo Grande, tirei um extrato e fui ao atendimento. A pessoa que me atendeu pareceu surpresa e não sabia muito bem como proceder. Foi diversas vezes consultar outras pessoas dentro da agência. Algum tempo depois voltou, me pediu para elaborar uma solicitação em um papel em branco e me informou que em três dias o valor seria depositado em minha conta. Tudo bem, dos males o menor.
A essa altura já dá para perceber que eu não consegui ir ao meu compromisso. Liguei, me desculpei e expliquei a situação. Quando perguntada sobre o que ia fazer, respondi confiante que meu banco já tinha me dado solução. Que tolinha. Voltei ao mercadinho para falar com a gerente, pedir desculpas e informar que já estava tudo acertado. Não queria que meu filho adolescente fosse um dia apontado como o rapaz que tentou passar dinheiro falso no bairro. Acabei comprando algumas coisas no cartão de crédito, como expressão de nossa boa fé.
Não sou dessas pessoas chatas, se me dão um prazo eu não retorno nem um minuto antes do estipulado. Voltei então à rotina de trabalho. Quando faltava um dia para completar o prazo recebi uma ligação de São Paulo. Era uma atendento do 24 Horas, dizendo que a agência não havia enviado o fax necessário para os procedimentos, e por isso estava parado a avaliação da reclamação. Liguei para a agência, pedindo a pessoa que me havia atendido que me retornasse. Como ela não retornou voltei à agência, o que significa mais horas de trabalho perdidas. A agência dizia que o fax havia seguido, a pessoa de São Paulo que ele não havia chegado. Foram alguns dias de ligação de celular para São Paulo e para a agência. É, de celular, porque eu tinha que fazer isso entre uma atividade e outra, senão eu ia perder muito mais do que cinquenta reais.
Comecei a ficar exausta e insegura. Encontrei um amigo que é advogado e pedi sua orientação. Ele pegou os documentos que eu tinha e me aconselhou a acionar o banco. O que eu queria na verdade era ser ouvida, tratada com respeito e informada com clareza. Acabei aceitando mover a ação. Ele decidiu tudo a partir daí. Eu tinha problemas pessoais, profissionais e familiares para resolver. E tem a questão do respeito profissional. Eu entendo de comunicação, ele de ações jurídicas.
Algum tempo depois foi marcada a primeira audiência, de conciliação. Nem bem nos cumprimentamos e a jovem advogada do banco informou que não haveria conciliação. Até ai tudo bem, é direito deles. Todos podemos discordar, mas respeito é algo essencial entre pessoas e partes. De repente , enquanto aguardávamos ser chamados, a advogada deles sumiu resolvendo outras coisas por ali. Achei muita descortesia, afinal para estar ali na hora eu nem havia parado para comer, e meu advogado tinha outro compromisso no Centro. Resolvi deixar para lá, podia ser impressão minha. Eu esperava sinceramente que fosse. Quando fomos chamados foi tudo muito rápido, e a advogada do banco pediu à juíza que eu fosse intimada a depor.
Hoje é a segunda audiência, quando terei que depor. Espero muito sinceramente que seja para esclarecimento dos fatos, e não uma tentativa de me desacreditar ou ofender. Quanto desgaste! Antes eu tivesse ligado para outra pessoa qualquer e  ido à delegacia entregar a nota. Eles teriam aberto uma investigação para saber quem estava colocando dinheiro falso em caixas eletrônicos, isso poderia ajudar muitas outras pessoas. Eu não teria me aborrecido tanto, nem perdido tanto dinheiro e tempo, fora a confiança de consumidor de que tanto me gabava. Bem, eu tenho outras coisas a dizer sobre isso, reflexões sobre compromisso, trabalho, lucro e respeito. Mas deixarei para depois. Quando eu chegar eu conto para vocês como foi. Até mais tarde!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Truman explicou o Big Brother...

O filme O Show de Truman retrata com primazia a crítica que os profissionais do cinema, e muitos teóricos da comunicação, fazem ao mundo televisivo, e aos efeitos alienadores que este produz no seu público. Essa produção americana de 1998, dos estúdios da Paramount Pictures, dirigida por Peter Weir, apresenta Jim Carrey no papel principal representando Truman, o primeiro ser vivo adotado por uma empresa, ainda no útero materno. O motivo, nada nobre, desta iniciativa era garantir os direitos de transmissão, ao vivo 24 horas, desta vida em desenvolvimento.
Após o nascimento, Truman é levado para a cidade cenográfica onde irá viver, crescer, estudar, trabalhar, casar, tudo registrado pelas milhares de câmeras escondidas responsáveis por transmitir o mais “autêntico” reality show que se poderia imaginar. No “céu” da gigantesca cúpula criada especialmente para o Show, o diretor e sua equipe técnica controlam atentamente cada passo, cada desejo, cada pensamento de Truman, e comandam todos os atores e figurantes que devem contracenar com esta incrível personagem para fazê-lo aceitar o que existe a sua volta como realidade. Tal estrutura parece a materialização do Panopticon, apresentado por Muniz Sodré em O Monopólio da Fala, “uma cela onde o prisioneiro é fixado espacialmente, como um ponto sempre controlável pelo olhar do vigia”. (p.16). Uma contradição, já que o diretor do Show, logo no início da trama, explica sua motivação, afirmando ter decidido representar uma vida por estar cansado da atuação de atores com suas emoções falsas.
O mundo de Truman é a materialização da ideologia pequeno burguesa, onde tudo é muito certinho, limpo, funcional e previsível, numa clara tentativa de controle de todos os aspectos e acontecimentos deste mundo., visando com isso construir uma personalidade para Truman que se encaixe perfeitamente neste mundo, aceitando sua condição. A TV quer dirigir a vida e ao tentar fazer isso, construindo uma subjetividade para Truman, acaba por sufocar as expressões subjetivas das audiências, que permanecem impassíveis, como que congeladas no espaço-tempo, aguardando por mais uma cena da vida de Truman, esquecidas de viver suas próprias vidas.
A constante necessidade de adaptação, para dar conta das manifestações espontâneas da natureza de Truman e seus questionamentos íntimos, acaba gerando uma obra sem roteiro definido e sem forma, caracterizada por uma certa descontinuidade, apresentando as explicações mais inverossímeis para as mudanças que se julgue necessário fazer para a manutenção desta existência ideal, sem que isso provoque qualquer mal estar nas audiências.
A maneira como o filme apresenta a relação da TV com a publicidade também é muito interessante. A lógica do programa obedece aos interesses dos patrocinadores, que com seu poder econômico, também exercem controle sobre o Show. Tudo é merchandising, tudo é vendável, sejam as roupas, objetos, comidas, ou simplesmente o estilo de vida, transformando Truman numa fonte de lucros assombrosos.
Outra personagem extremamente importante para compreensão da mensagem do filme é o diretor do Show. É ele quem fala pela TV, quem apresenta e justifica a lógica do mundo televisivo. Para ele a fórmula do sucesso do Show que criou é bem simples: “Truman nunca chegou perto da verdade porque aceitamos o mundo no qual estamos presentes”. Ao ser questionado sobre a falta de ética implícita na posse de um ser humano, impedindo-o de viver plenamente, ele argumenta que o mundo é doentio enquanto o programa, este sim, é o modelo de uma vida ideal, ambicionada por todos. Truman não é prisioneiro do Show, ele é quem, inconscientemente, escolhe permanecer na cela, vivendo em uma realidade muito mais confortável. Não há qualquer remorso quanto a se apropriar da vida de outro. Seu controle sobre tudo e todos, dentro daquele mundo paralelo que criou, o fazem se portar como um deus, que controla tudo de sua estação no céu, até mesmo o clima, o tempo e a fúria das marés. Quando perde o controle da situação, perde o controle de si mesmo, e, como um deus enfurecido, lança tormentas contra Truman, quase matando-o para eliminar qualquer dissonância em seu mundo ideal.
Apesar de todas as tentativas, a TV não consegue controlar todas as nuances da vida, nem consegue dar conta de suas manifestações espontâneas. Assim, após uma crise de identidade que nenhum subterfúgio melodramático conseguiu abafar, Truman decide finalmente fugir daquela realidade organicamente massacrante, em busca de emoções não previstas no roteiro. Ele navega em direção ao horizonte, só que em seu mundo tudo tem limite, até mesmo a falsa imensidão dos mares. Perplexo, ele descobre neste espaço uma porta que se abre para um outro mundo, capaz talvez de apresentar respostas para sua ansiedade, mas titubeia a princípio, talvez secretamente com medo de sair do controlado mundo que conhecia plenamente para mergulhar nas possibilidades do desconhecido.
E pela primeira vez, ele ouve a voz daquele que controlou sua vida por anos a fio, que da abóbada celestial afirma saber quem ele é, o que ele sente, e ser ainda capaz de lhe dizer o que é seguro e onde é o seu lugar no mundo. O diretor exalta que ali ele é o astro, e que isso é o que importa, é o que fará tudo valer a pena. Ainda assim, Truman prefere partir de mãos vazias, desmoronando o império midiático que se havia construído ao redor de sua vida.
Interessante também é perceber como o cinema apresenta os espectadores do espetáculo televisivo, estáticos, apáticos da própria vida, absortos na programação. Tornam-se tão dependentes desta forma de espetacularização da vida, que a simples interrupção na transmissão causa verdadeiro frisson nas audiências, fazendo-as sair de sua imobilidade, uma vez que substituíram a própria vida pela contemplação da vida de Truman, e ficando sem Truman sentem-se sem vida. Apesar desta relação subliminar de dependência, o público comemora feliz a libertação de Truman, como se comemorassem sua própria liberdade. Ao final da breve comemoração, no entanto, vão procurar outro programa, como mostra a cena final do filme, preconizando que quem se submete a assistir TV permanece por ela condicionado, preso em suas posições físico-sociais e submisso à atração audiovisual alienante.

terça-feira, 30 de março de 2010

Quem consegue?

A Academia Brasileira de Letras lançou um concurso com sabor de desafio. Um concurso literário com tema  livre e aberto a participantes de todas as idades. Onde está o desafio? Escrever um microconto com no máximo 140 caracteres, limite máximo das postagens no Twitter. O objetivo é promover a imagem da Academia no Twitter, por isso uma das exigências é que o participante seja um seguidor da ABLetras. Mas fiquem atentos para um detalhe: cada autor só poderá inscrever um conto que NÃO deve ser postados no Twitter. Ele deve ser enviado até o dia 30 de abril para o email academia@academia.org.br, junto com o nome completo do autor, identificação no Twitter, endereço e telefone para contato. O uso correto das normas gramaticais será um dos critérios de avaliação, então fiquem atentos à coesão, coerência e ortografia. Os três vencedores selecionados pela Academia terão seus microcontos divulgados no portal da ABL e no ABLetras. Para mais informações confira o edital.

Vagas para profissionais de Comunicação

O Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) vai realizar concurso para preencher 38 vagas de Analista (Nível Superior) e formação de cadastro reserva para outras vagas de Analista e Técnico (Nível Médio). Para os profissionais de Comunicação Social existem 4 vagas em Brasília e 1 em São Paulo, além da possibilidade de integrar o cadastro reserva. Para ler o edital basta seguir o link.
As inscrições para os cargos de Nível Superior custam R$ 72,00 e podem ser feitas no site do CESPE entre os dias 31 de março e 19 de abril.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O cinema nas ondas do rádio

Esse é o tema do Festival Internacional de Cinema de Arquivo, REcine, deste ano. Sendo parte das comemorações do ano da França no Brasil, o REcine 2009 presta uma homenagem aos profissionais do rádio, lembrando os tempos das rádionovelas e programas de auditório, destacando grandes nomes do setor. Na programação uma Mostra Informativa, que oferecerá ao público filmes que falam sobre o rádio, e uma Mostra Competitiva, que exibirá filmes que reutilizam imagens de arquivo em suas produções. A Mostra Competitiva faz parte de uma política do Arquivo Nacional de estímulo ao reaproveitamento de imagens e sons dos acervos de relevância histórica que guarda. Além da exibição de filmes e da exposição, acontecerão ainda mesas de debates e homenagens. O Festival acontece entre os dias 21 e 25 de setembro nas instalações do Arquivo Nacional, que fica na Praça da República, 173, Centro do Rio. Mais informações e a programação completa podem ser obtidos no site
http://www.recine.com.br/2009/home.php

O SESC Rio promove palestras ecológicas na unidade Tijuca.

Os eventos serão gratuitos e acontecem em seu Espaço Ecológico, na Rua Barão de Mesquita, 539 Tijuca. Serão quatro sábados, um a cada mês, começando sempre às 10 horas da manhã. O primeiro será esta semana, dia 19/09, com a palestra de Pólita Gonçalves - autora do livro "A Reciclagem Integradora dos Aspectos Ambientais, Sociais e Econômicos". As outras datas marcadas são nos dias 24/10, 28/11 e 05/12. A entidade espera contar com a presença de educadores e pessoas interessadas em educação ambiental. Para obter mais informações: Tel 3238-2064, tatianapereira@sescrio.org.br